sábado, setembro 29, 2012
A IGREJA TEM SALVAÇÃO?
domingo, setembro 16, 2012
TRÂNSITO RELIGIOSO
domingo, setembro 02, 2012
O MERCADO RELIGIOSO SEGUNDO PETER BERGER
sábado, agosto 25, 2012
RE-ENCANTAMENTO
domingo, agosto 12, 2012
UM MUNDO DESENCANTADO
Quando olhamos para o mundo moderno verificamos uma virada no significado e no valor da ciência. Se antes a ciência e a política estavam unidas - a ciência estabelecendo regras práticas/morais para os homens, dando um sentido à existência humana -, na modernidade a situação muda completamente. Para o sociólogo Max Weber, se antes as ciências exatas ou naturais esperavam descobrir traços das intenções divinas, por meio do exame da natureza, ou seja, encontrar a caminho que nos conduziria a Deus, hoje, no mundo desencantado, é raro encontrar quem acredite que os conhecimentos astronômicos, biológicos, físicos ou químicos possam ensinar-nos algo a propósito do sentido do mundo, pois são esses conhecimentos científicos que extirpam qualquer possibilidade de existência de significado no universo. E isso é iniciado pela filosofia Bacon/Cartesiana, embora nelas ainda estivesse presente uma concepção de ciência que, como técnica de domínio da natureza, nos levaria a algo que se aproximaria do bem viver.
No discurso do método, Descartes se propõe a construir conhecimentos "que sejam muito úteis à vida", pois conhecendo a força e as ações do fogo, da água, do ar, dos astros, dos céus e de todos os corpos que nos cercam (...) poderíamos empregá-los da mesma maneira em todos os usos para os quais são próprios, e assim nos tornar como que senhores e possuidores da natureza. E com isso permitindo-nos gozar dos frutos da terra e [de] todas as comunidades que nela se acham, mas principalmente também para a conservação da saúde, que é sem dúvida o primeiro bem e o fundamento de todos os outros bens desta vida.
domingo, julho 15, 2012
O CONCEITO DE DEUS EM KANT
No tocante à possibilidade de conhecer a Deus pela razão teorética, Kant também adotou uma posição agnóstica. Segundo ele, a razão especulativa não logra demonstrar a existência de Deus com certeza. Essa posição do filósofo de Königsberg teve conseqüências enormes. Ainda hoje muitas pessoas pensam não valer a pena ocupar-se do problema de Deus e de provas para sua existência, por ter Kant demonstrado, uma vez por todas, ser impossível arrolar argumentos. De si, para discutir esse assunto, dever-se-ia tomar em consideração o sistema kantiano em sua totalidade. Aqui vamos limitar-nos a algumas achegas.
A tese agnóstica relativa à existência de Deus constitui a conseqüência lógica da concepção de Kant, no concernente à teoria do conhecimento, isto é, relativamente às categorias de espaço e tempo. A conseqüência é evidente: só logramos conhecer e afirmar com certeza o que é acessível à experiência dos sentidos, ou melhor, o que se enquadra nas categorias de espaço e tempo. Kant, porém, está convencido de que pertence à natureza do pensamento sintetizar tudo numa unidade fundamental. Ao mesmo passo, a idéia de Deus encerra uma função reguladora. É, pois, mister frisar que Kant jamais negou a existência de Deus. Ele apenas afirmou que a razão pura não consegue dar uma resposta positiva nem negativa, fundada cientificamente, a respeito da existência de Deus. Restringindo a certeza do conhecimento à razão pura, com suas categorias, o filósofo Kant negou o acesso à metafísica.
Depois de espalhar ruínas acumuladas pela crítica da razão pura, Kant empreende a reconstrução filosófica. A base é a obrigação moral, o Sollen, o imperativo categórico, o qual nada mais é do que o dever oriundo da voz da consciência. A fórmula mais simples do imperativo categórico reza assim: “Procede em todas as tuas ações de modo que a norma do teu agir possa ser elevada a categoria de lei universal”.
Isso significa que o homem sente-se livre. Ora, a liberdade é uma faculdade espiritual que tem sua sede na alma. Se não fora livre, não poderia haver obrigação moral. Portanto, liberdade e alma são postulados irrefugíveis. Porém, há mais. Não deve o homem agir esperando recompensa numa outra vida. Mister se faz pautar-se tão-só pelo Sollen. Para Kant, a alma é imortal. Nesta vida, a virtude nunca é completa, motivo por que só numa outra vida a felicidade pode ser plena. Só um Deus justo é capaz de replenar o desejo de total felicidade. Torna-se necessário relevar que a idéia do dever, da qual Kant deriva verdades não-cognoscíveis pela razão pura, não aponta para uma verdade científica ou filosófica, mas constitui uma fé moral, uma certeza de fé.
sábado, junho 30, 2012
O CONCEITO DE DEUS EM SPINOZA
Hegel objetará que o vazio da filosofia de Spinoza está na idéia de uma substância que, apreendida sem mediação dialética anterior, é apenas o abismo informe que engolfa todas as coisas. A tese de Althusser, porém, vai em outra direção: o Deus de Spinoza não é diferente da Natureza, “ele é unicamente Natureza”. Deus não pode ser um ponto de partida, uma vez que não existe como objeto determinado ou cuja definição envolva uma relação.
Começar por Deus significa começar de qualquer lugar, nunca de um início. Spinoza não se reporta a uma origem ou sentido, não edifica sua ontologia sob a sombra imensa de um Criador dotado de inteligência e vontade: o ser é a produção do ser, a eterna constituição de sua atualidade.
sábado, junho 23, 2012
O CONCEITO DE DEUS EM KIERKEGAARD
http://existencialismo.sites.uol.com.br/kierkegaard.htm
sábado, maio 26, 2012
O existencialismo é um humanismo
Ao concebermos um Deus criador, identificamo-lo, na maioria das vezes, com um artífice superior, e, qualquer que seja a doutrina que considerarmos - quer se trate de uma doutrina como a de Descartes ou como a de Leibniz -, admitimos sempre que a vontade segue mais ou menos o entendimento ou, no mínimo, que o acompanha, e que Deus, quando cria, sabe precisamente o que está criando. Assim, o conceito de homem, no espírito de Deus, é assimilável ao conceito de corta-papel, no espírito do industrial; e Deus produz o homem segundo determinadas técnicas e em função de determinada concepção, exatamente como o artífice fabrica um corta-papel segundo uma definição e uma técnica. Desse modo, o homem individualmente materializa certo conceito que existe na inteligência divina. No século XVIII, o ateísmo dos filósofos elimina a noção de Deus, porém não suprime a idéia de que a essência precede a existência.
quinta-feira, maio 03, 2012
Novo Padrão de Consumo
Mais sobre "novo padrão de consumo"? visite: http://www.vendas-diretas.blogspot.com
sexta-feira, abril 27, 2012
Cultura, Consumo e Sistemas de Significação
SAHLINS, Marshall. Cultura e razão prática. Rio de Janeiro: Zahar, 1979
BAUDRILLARD, Jean. A sociedade de consumo. Tradução de Artur Mourão. Rio de Janeiro:
Elfos, 1995.
______________. Para uma crítica da economia política do signo. São Paulo: Martins Fontes,
1983.
______________. O sistema dos objetos. São Paulo: Perspectiva, 1997
quinta-feira, fevereiro 23, 2012
EFEITOS DA GLOBALIZAÇÃO

terça-feira, janeiro 17, 2012
MOTIM DE CONSUMIDORES EXCLUIDOS

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman considera que "as explosões ocorridas em Londres são uma combinação de desigualdade social e consumismo”.
Radicado em Londres desde 1968, o sociólogo Zygmunt Bauman, afirmou, em entrevista para o Globo, que as imagens da cidade representaram uma revolta motivada pelo desejo de consumir, não por qualquer preocupação maior com mudanças na ordem social. Para ele, a capital britânica viu os distúrbios do consumidor excluído e insatisfeito.
quarta-feira, novembro 30, 2011
Cultura como Produto
De acordo com Jean Baudrillard (1995, p.18), o consumo não se caracteriza apenas pela venda de produtos, mas também a venda de “matéria cinzenta”: a cultura como produto é o que nos leva a sermos a sociedade de consumo.
Chegamos ao ponto em que o consumo invade toda a vida, em que todas as atividades se encadeiam do mesmo modo combinatório, em que o canal das satisfações se encontra previamente traçado, hora a hora, em que o envolvimento é total, inteiramente climatizado, organizado, culturalizado. (BAUDRILLARD, 1995, p.19)
Devemos entender, portanto, que na atualidade, o fenômeno do consumo transcende o ato da mera aquisição do necessário e justificável, para tornar-se o “clímax” da vida humana. O SER se transforma no TER e a “climatização geral da vida” é o acontecimento do consumo, do consumir. Ainda de acordo com Baudrillard (1995), os homens da riqueza acabam por, não mais serem rodeados de outros homens, mas sim, serem rodeados por objetos que os definem como homens da opulência.
Jameson (1996) caracterizou o pós-modernismo não como um estilo, que simplesmente marca a arquitetura ou as artes, mas afirma tratar-se sim de uma dominante cultural. Desta forma a sociedade de consumo, da qual fala Jameson (1996), é a própria sociedade das mídias e da informação, que não identifica mais a fronteira entre a alta cultura e a cultura de massa.
Numa transformação inédita e espetacular daquilo que não era produto para o que hoje é totalmente vendável, a sociedade de consumo, referida por Jameson (1996), se posta como um resultado da globalização, que por sua vez é a conseqüência de um boom da produção em massa da sociedade industrial. Aquilo que por hora se passava como um elemento da sociedade sem vínculo lucrativo, como as identidades culturais, hoje estão em qualquer mercado popular ou shopping center à venda, como um simples tomate de feira ou com o valor de um vinho do porto.
segunda-feira, novembro 14, 2011
As Filosofias da Existência

quinta-feira, agosto 11, 2011
Sociedade de Consumo
segunda-feira, julho 25, 2011
Revolução da Incerteza
"A revolução contemporânea é a da incerteza" (J. Baudrillard)terça-feira, julho 19, 2011
Apontamentos acerca da Pós-Modernidade (Introdução)
domingo, julho 03, 2011
A RELIGIÃO

terça-feira, maio 03, 2011
CULTURA E CONSUMO
O desejo ou sentimento de pertencimento a um determinado grupo social é que faz com que a pessoa se sinta aceita, não marginalizada. A exclusão do grupo por ocasião de uma ação adversa, talvez seja a penalidade mais radial para um integrante de determinado grupo. Ser preso, por exemplo, quando se comete um crime, representaria a exclusão do grupo. É muito importante para o ser humano ser aceito e, culturalmente pertencer a algum grupo social. Ser expulso de um grupo é uma pena duríssima para um indivíduo.
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O vínculo entre sentido de pertencimento e a cultura é bastante estreito. A cultura constrói a maneira como nos apresentamos socialmente e como faremos nossos julgamentos no interior de determinado grupo. Estes julgamentos ou escolhas que em um primeiro momento parecem eventos individuais, sofrem grande influência cultural do grupo em que estamos inseridos. A moda é o exemplo clássico dessa influência.
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O ser humano costuma festejar a liberdade, julga-se livre para fazer suas escolhas, contudo, é manipulado a cada instante e essa manipulação condiciona todas as suas escolhas, na hora de vestir, na hora de escolher o corte ou a tintura dos cabelos e até na maneira de formular seus pensamentos e idéias. De acordo com a Professora Tatiana Alméri, é assim que o homem se comporta nessa dinâmica do consumo:
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Aí começa tudo novamente, no momento em que há um novo lançamento e, por alguma razão não o consumimos, somos excluídos do grupo (lembre-se que essa exclusão representa culturalmente a maior penalidade para o homem), consequentemente nos sentimos insatisfeitos e somos impulsionados a uma nova compra, um novo consumo para que ocorra novamente nossa inserção em um grupo, sintamos satisfação e o ciclo se concretize.










